já temos assento

Já temos assento from Mariana Maia on Vimeo.

Subtitle in English https://vimeo.com/281348313

Leyenda en español  https://vimeo.com/283585273

No ano de 2018 Já temos assento foi apresentada em 13 estados do Brasil e mais 3 países.

—————————————————————————————

Essa vídeo performance foi lançada na exposição individual da artista “Incorporação” em 1º de novembro de 2017.

Inspirada por uma gravura de Francisco Goya, gravura nº 26, “Ya tienen asiento”, da série Los Caprichos, a artista compõe uma performance. A gravura em questão apresenta a seguinte nota em manuscrito que se encontra no Museu do Prado e na Biblioteca Nacional da Espanha: “Para que las niñas casquivanas tengan asiento no hay mejor cosa que ponérselo en la cabeza” e “Muchas mujeres solo tendrán juicio, ó asiento en sus cabezas, cuando se pongan las sillas sobre ellas. Tal es el furor de descubrir su medio cuerpo, sin notar los pillastrones que se burlan de ellas”.

“Já temos assento” busca outros significados para a gravura de Goya. As mulheres têm buscado seus assentos, tem lutado por seu lugar na sociedade. Um jogo de equilíbrio, uma dança, onde um pequeno vacilo pode derrubar o almejado assento. Nossas saias, símbolo de feminino no ocidente, se transformam em um véu, ou manto, que encobre nossas ações. A performance ainda coloca a questão: Quando cabeças podem estar assentadas? Faz assim referência a nossa ancestralidade e as religiões de matizes africanas, onde nossa espiritualidade ganha forma através dos assentamentos do candomblé.

Estranha figura assentada atravessa a cidade em busca de um assentamento para sua arte preta, feminina, marginal.

Créditos
Performance: Mariana Maia
Câmera: Camilla Tenório
Fotografia: Aparecida Silva e Simone Ricco
Produção: Cristina Costa
Edição: Mariana Maia

—————————————————————————————

Inspired by an engraving by Francisco Goya, engraving nº 26, “Ya tiene asiento”, from Los Caprichos series, the artist composes a performance. The engraving in question presents the following manuscript note found in the Prado Museum and the National Library of Spain: “Para que las niñas casquivanas tengan asiento no hay mejor cosa que ponérselo en la cabeza” and “Muchas mujeres solo tendrán juicio, ó asiento en sus cabezas, cuando se pongan las sillas sobre ellas. Tal es el furor de descubrir su medio cuerpo, sin notar los pillastrones que se burlan de ellas”.
“Already have seat” search other meanings for the picture of Goya. Women have sought their seats, have fought for their place in society. A balance game, a dance, where a small hesitation can knock down the longed-for seat. Our skirts, feminine symbol in the West, become a veil, or mantle, that covers our actions. The performance still raises the question: When can heads be seated? It thus makes reference to our ancestrality and religions of African shades, where our spirituality takes shape through the head seat of candomblé.

Strange seated figure crosses the city in search of a head seat for its black, feminine, marginal art.

Credits
Performance: Mariana Maia
Camera: Camilla Tenório
Photography: Aparecida Silva and Simone Ricco
Production: Cristina Costa
Edition: Mariana Maia


Tags: , , , , , , , , , , ,

  • Concordo plenamente enquanto todas as mulherão tiverem consciência e ciência de seus direitos e tomarem posse do mesmo a sociedade não caminhará

Deixe uma resposta para Elida luana dos santos bezerra Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *