Já temos assento

Performance, vídeo arte, objetos, fotografias e aquarelas, 2010-2020. Inspirada em uma gravura de Francisco Goya, onde se lê: “Para que las niñas casquivanas tengan asiento no hay mejor cosa que ponérselo en la cabeza”.

 temos assento” grita por outros significados para a gravura de Goya. As mulheres têm buscado seus assentostem lutado por seu lugar na sociedade. Um jogo de equilíbrio, uma dança, onde um pequeno vacilo pode derrubar o almejado assento. Nossas saias, símbolo de feminino no ocidente, se transformam em um véu, ou manto, que encobre nossas ações. A performance ainda coloca a questão: Quando cabeças podem estar assentadas? Faz referência a nossa ancestralidade e as religiões de matizes africanas, onde nossa espiritualidade ganha forma através dos assentamentos do candomblé.

Estranha figura assentada atravessa a cidade em busca de um assentamento para sua arte preta, feminina, marginal.

Cartaz da Vídeo Arte, 2018. A vídeo arte foi exibida em diferentes mostras e vários estados brasileiros e alguns países.

Fotografias: Aparecida Silva. Realizadas durante as gravações da vídeo arte. Praça da Cinelândia, Rio de Janeiro/ RJ.

Fotografias: André Luís Bonfim Lima, 2019. Realizadas na mostra “Curto Circuito”, Caixa Preta, Rio de Janeiro/ RJ. 

Já temos assento, performance fotográfica, 2010. Fotografia e manipulação digital: Mariana Maia. 

Já temos assento, da série Caprichos, de Francisco Goya, que serviu de inspiração para a pesquisa artística. 

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